sexta-feira, 16 de outubro de 2009

João 4: 13 - 26 / O DIÁLOGO




Jesus: Eu sei que esse poço de Jacó é, em si, um milagre, mas quem beber dessa água tornará a ter sede, já, quem beber da água que lhe estou oferecendo, nunca mais terá sede. Essa água se tornará uma fonte, em si, a jorrar pela eternidade afora.


Samaritana: Me dá dessa água para que eu não tenha de vir mais aqui buscá-la. Ainda mais debaixo deste sol escaldante.


Ela estava com algum problema com sua comunidade e, por isso, não podia ir com as demais mulheres a buscar água, daí, tinha de vir no horário do almoço.


Parece que ela desconfiava de que Jesus, de fato, estava falando de algo, talvez de cunho espiritual. Sua pergunta forçava Jesus a deixar claro o que quer que fosse.


Jesus: Vá buscar o seu marido e volte, que eu lhe falo.


A primeira impressão é a de que Jesus está usando a lógica dos rabinos, de que só se pode comunicar a Palavra para os homens.

Parece, mas não o é, porque se esse raciocínio tivesse preponderado, nenhum diálogo haveria, desde o começo.


Samaritana: Eu não tenho marido.


Ao dizer isso, a mulher coloca Jesus numa situação crítica: é como se ela lhe tivesse respondido – não tenho marido, se quiser falar comigo, tem de ser desse jeito mesmo.


E aí se revela a intenção de Jesus, a de manifestar-se.


Jesus: Você está certa, você já teve cinco maridos, mas este, com quem agora vive, não é seu marido. Você disse a verdade!


Samaritana: Vejo que você é profeta. Nossos pais disseram que deveríamos adorar a Deus neste lugar, e vocês dizem que devemos adorar em Jerusalém.


Tem-se a impressão de que ela está mudando de assunto, mas ela não o está. No contexto da época, adorar era ir até o Templo para oferecer um sacrifício que, uma vez aceito, obteria o perdão de Deus. Adorar era pedir perdão. O diálogo, portanto, ficaria assim:


Samaritana: Vejo que você é profeta. Eu sei que tenho de acertar isso com Deus, nossos pais disseram que era aqui que se pedia perdão a Deus, mas vocês dizem que é em Jerusalém que se deve pedir perdão. Onde se pede perdão a Deus?


Jesus: É em Jerusalém que se pede perdão a Deus, porque a salvação vem dos judeus, e nós adoramos o que conhecemos, e vocês adoram o que não conhecem. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores pedirão perdão ao Pai em todo o momento, em si mesmos, em todo o lugar, e serão perdoados. Porque são estes adoradores que o Pai procura, porque o Pai é Espírito, está em todo o lugar, e importa que aqueles que reconhecem a Sua honra lhe peçam perdão em todo o tempo.


Samaritana: Quer dizer que eu posso pedir perdão em qualquer lugar, a qualquer hora? Mas, e o Templo?


Jesus: O Templo é você.


Samaritana: Então Deus pretende mudar de endereço, e, agora, quer morar nas pessoas?


Jesus: Exatamente, Deus é Espírito e quer morar no espírito das pessoas.


Samaritana: Mas, e o holocausto, o sacrifício?


Jesus: O sacrifício sou eu.


Samaritana: Bem, o que você está dizendo é muito diferente. Eu estou aguardando o Messias, o Salvador, quando ele vier nos explicará todas as coisas.


Jesus: Eu sou o Messias. Eu sabia que você estava me esperando e vim vê-la. Eu marquei esse encontro com você.


Adorar a Deus é pedir perdão. Tudo o que dizemos a Deus é insuficiente para honrá-lo. Mas quando lhe pedimos perdão, o adoramos, porque admitimos que Ele está certo, não nós. E lhe pedimos perdão, não apenas por nossos desvios morais, mas por nosso jeito de ser e de viver.


Os do Antigo Testamento esperavam o fim de semana para prestar culto, para pedir perdão, reconhecendo que Deus estava certo. Honrando-o, portanto. E só podiam fazê-lo no Templo de Jerusalém. Os do Novo Testamento têm Deus morando em si, por isso podem, a qualquer hora, honrá-lo com o seu pedido de perdão. Passam toda a semana em culto, e usam o final de semana para, com os demais Templos de Deus, celebrar a semana de culto. Os do Antigo Testamento partiam de seu pecado para o Templo, onde ofereceriam o sacrifício, que, uma vez aceito, lhes garantiria o perdão. Os do Novo Testamento partem do holocausto aceito previamente e para sempre – o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus, para o pedido de perdão, na certeza de que ao confessarem os seus pecados, Deus, fiel ao sacrifício, e reconhecendo que a justiça foi, no sacrifício, satisfeita, perdoará e tornará puro o pecador, como se ele não houvesse pecado (1 Jo 1:9).

(ARIOVALDO RAMOS)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Não tenho medo de pensar. Tenho medo de não amar!





Não tenho medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Tenho medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não tenho amado: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, as prostitutas...

Não tenho medo de incertezas. Tenho medo de que o meu Amado deixe de ser a minha bandeira do Reino de Deus.

Não tenho medo de não saber. Tenho medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

Não tenho medo de questionar dógmas. Tenho medo de que os dógmas impeçam a transformação de vidas.

Não tenho medo do inferno. Tenho medo de que minhas mãos se fechem, e não possam mais ajudar o meu próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as minhas próprias mãos sejam as que o empurram para esta existência-inferno.

Não tenho medo de devanear teorias loucas. Tenho medo de que a loucura desse mundo violento cegue meus olhos a ponto de sempre que eu parar numa sinaleira qualquer, desta cidade sombria, eu feche os meus vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.


Não tenho medo de ter uma fé cheia de espelhos em enigmas, que não tem a
precisão ver aquilo em que se crê. Tenho medo de perder o que existe de mais precioso em mim: O Amor.

Não tenho medo de balançar os alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Tenho medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

Não tenho medo de ser rejeitada pela instituição. Tenho medo da hipocrisia religiosa.

Não tenho medo de ser chamada de herege. Tenho medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecer de amar pessoas.

Não tenho a pretensão de que meus argumentos tenham todos os versículos a favor, e que assim eu entre numa guerra de versículos.
Tenho medo de que entorpecida pelos meus prazer terrenos e pequenos, eu não cumpra aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.


Aprendi que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
Aprendi que Deus está acima da religião.
Aprendi que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
Aprendi a olhar para as pessoas como “Filhos de Deus”, e amá-las por isso.

Estou segura de que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não tenho medo de caminhar com Alguém que me ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.



Adaptação de texto extraído do blog: http://foradazonadeconforto.blogspot.com/2009/08/nao-temos-medo-de-pensar-temos-medo-de.html

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O amor de Deus!!!

Gente essa música é linda demais!!!




The love of God - Mercy me
Tradução

O AMOR DE DEUS É IMENSAMENTE MAIOR
QUE TODA A LÍNGUA OU PENA
POSSAM JAMAIS CONTAR.
ELE VAI ALÉM DA MAIS ALTA ESTRELA,
ELE ALCANÇA O MAIS PROFUNDO MAR
DEUS ENTREGOU SEU FILHO PARA NOS RESGATAR
SEUS FILHOS PERDIDOS ELE BUSCOU
E PERDOOU SEUS PECADOS

SE PUDÉSSEMOS COM TINTA O OCEANO PREENCHER
E SE FOSSEM OS CÉUS DE PERGAMINHOS FEITOS
E FOSSE CADA GRAVETO DA TERRA UMA PENA
E CADA HOMEM UM ESCRITOR PROFISSIONAL
PARA DESCREVER O AMOR DE DEUS NAS ALTURAS
SE ESVAZIARIA E SECARIA O OCEANO
NEM PODERIAM OS ROLOS DE PERGAMINHO
CONTÊ-LO TODO
AINDA QUE ESTENDIDOS POR TODO O CÉU

ALELUIA!

OH, O AMOR DE DEUS É TÃO VALIOSO E PURO!
TÃO IMENSURÁVEL E FORTE.
E PELA ETERNIDADE INSPIRARÁ,
A CANÇÃO DOS SANTOS E ANJOS.