segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Não tenho medo de pensar. Tenho medo de não amar!





Não tenho medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Tenho medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não tenho amado: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, as prostitutas...

Não tenho medo de incertezas. Tenho medo de que o meu Amado deixe de ser a minha bandeira do Reino de Deus.

Não tenho medo de não saber. Tenho medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

Não tenho medo de questionar dógmas. Tenho medo de que os dógmas impeçam a transformação de vidas.

Não tenho medo do inferno. Tenho medo de que minhas mãos se fechem, e não possam mais ajudar o meu próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as minhas próprias mãos sejam as que o empurram para esta existência-inferno.

Não tenho medo de devanear teorias loucas. Tenho medo de que a loucura desse mundo violento cegue meus olhos a ponto de sempre que eu parar numa sinaleira qualquer, desta cidade sombria, eu feche os meus vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.


Não tenho medo de ter uma fé cheia de espelhos em enigmas, que não tem a
precisão ver aquilo em que se crê. Tenho medo de perder o que existe de mais precioso em mim: O Amor.

Não tenho medo de balançar os alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Tenho medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

Não tenho medo de ser rejeitada pela instituição. Tenho medo da hipocrisia religiosa.

Não tenho medo de ser chamada de herege. Tenho medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecer de amar pessoas.

Não tenho a pretensão de que meus argumentos tenham todos os versículos a favor, e que assim eu entre numa guerra de versículos.
Tenho medo de que entorpecida pelos meus prazer terrenos e pequenos, eu não cumpra aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.


Aprendi que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
Aprendi que Deus está acima da religião.
Aprendi que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
Aprendi a olhar para as pessoas como “Filhos de Deus”, e amá-las por isso.

Estou segura de que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não tenho medo de caminhar com Alguém que me ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.



Adaptação de texto extraído do blog: http://foradazonadeconforto.blogspot.com/2009/08/nao-temos-medo-de-pensar-temos-medo-de.html

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