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Não tenho medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Tenho medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não tenho amado: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, as prostitutas...
Não tenho medo de incertezas. Tenho medo de que o meu Amado deixe de ser a minha bandeira do Reino de Deus.
Não tenho medo de não saber. Tenho medo das certezas que prendem Deus a um esquema.
Não tenho medo de questionar dógmas. Tenho medo de que os dógmas impeçam a transformação de vidas.
Não tenho medo do inferno. Tenho medo de que minhas mãos se fechem, e não possam mais ajudar o meu próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as minhas próprias mãos sejam as que o empurram para esta existência-inferno.
Não tenho medo de devanear teorias loucas. Tenho medo de que a loucura desse mundo violento cegue meus olhos a ponto de sempre que eu parar numa sinaleira qualquer, desta cidade sombria, eu feche os meus vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.
Não tenho medo de ter uma fé cheia de espelhos em enigmas, que não tem a
precisão ver aquilo em que se crê. Tenho medo de perder o que existe de mais precioso em mim: O Amor.
Não tenho medo de balançar os alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Tenho medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.
Não tenho medo de ser rejeitada pela instituição. Tenho medo da hipocrisia religiosa.
Não tenho medo de ser chamada de herege. Tenho medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecer de amar pessoas.
Não tenho a pretensão de que meus argumentos tenham todos os versículos a favor, e que assim eu entre numa guerra de versículos.
Tenho medo de que entorpecida pelos meus prazer terrenos e pequenos, eu não cumpra aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.
Aprendi que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
Aprendi que Deus está acima da religião.
Aprendi que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
Aprendi a olhar para as pessoas como “Filhos de Deus”, e amá-las por isso.
Estou segura de que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não tenho medo de caminhar com Alguém que me ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.
Adaptação de texto extraído do blog: http://foradazonadeconforto.blogspot.com/2009/08/nao-temos-medo-de-pensar-temos-medo-de.html